Para quem não sabe, Tiana será a nova princesa da Walt Disney. A primeira princesa preta da Walt Disney, tal como Barack Obama é o primeiro presidente preto dos Estados-Unidos. Isto há coisas que parecem mesmo de propósito.

Durante esta semana, andei cabisbaixo, não por saber que Portugal ia jogar com o Brasil no mundial de futebol em 2010 e 27,27% da nossa selecção ser brasileira (tal como a população residente), mas porque Portugal nunca teve uma princesa destas de brincar. Isabel de Heredia é parecida, mas não é de brincar. Não é daquelas princesas que caibam dentro de uma caixa do
toys r us e que as meninas levem e queiram imitar e lavar o cabelo e dar-lhe de comer.
E isso entristece um Homem. Viver num país sem princesas de brincar.
O único esboço que tivemos de princesa de brincar foi a Floribella.

Uma espécie de Pacahontas do Sobral de Monte Agraço, que se enganou e nunca conseguiu beijar o sapo. Beijou outra coisa qualquer e quando assim é, à meia-noite em vez de transformar o sapo em Príncipe, transforma-se a princesa em prostituta.
E assim foi.

Mas a verdade é que melhor ou pior, foi a nossa princesa de brincar. E agora que penso nisso, talvez tenha tido mais influência no mundo do que nós possamos pensar. É que provavelmente Tiana nem sequer é uma forma principesca de engraxar Barack Obama, mas sim uma cópia ecológica da Floribela com o seu príncipe encantado.
Vejamos,

Eis que encontrámos a árvore genealógica de Tiana. A princesa adoptada por Nova Orleães, mas de descendência lusa(tal como todos os famosos).
O que é nacional é bom. Mesmo a nossa selecção.